E-Commerce ou Marketplace: quais são as diferenças e qual é melhor para a minha empresa?

Em 2020, sem qualquer aviso, o mundo foi atirado em uma crise sanitária que impactou a vida de todo o planeta. Consequentemente, os movimentos sociais e econômicos também mudaram radicalmente e, em tempos de quarentena, grandes, pequenas e médias empresas foram colocadas em um mesmo patamar de dificuldade financeira.

Sem poder abrir suas lojas físicas para os clientes, o mercado atingiu um novo paradigma das vendas: como alcançar o cliente que não pode vir pessoalmente até a minha loja?

Como esperado, a Internet tem sido a principal solução e os dados mostram que a migração para o ambiente digital pode ser sustentável também no longo prazo.

Antes da crise sanitária, o Brasil já era o terceiro país que mais comprava pela internet. Aproximadamente 80 milhões dos brasileiros são consumidores de e-commerces e a inclusão das classes C, D e E neste mercado tem contribuído com o crescimento anual e aumento das vendas online.

Você pode pensar que somente grandes empresas estão no jogo, mas um dado curioso é que 73,66% das lojas virtuais do Brasil possuem catálogos pequenos, entre 1 e 10 produtos.

Esta tendência não é só dos pequenos negócios. Em geral as empresas iniciam as operações em suas lojas virtuais de forma modesta e, com poucos produtos se comparado com o catálogo completo, incluindo novos itens no portfólio ao longo do tempo.

E qual é a melhor opção para colocar minha empresa no mercado digital?

Entre os modelos mais populares para entrar no mercado digital, encontramos dois caminhos bastante distintos:

Os Marketplaces

Explicando de forma leiga, o Marketplace funciona como um shopping físico tradicional: oferecem uma plataforma pronta (como um shopping), fazem publicidade e divulgação massiva dessa plataforma – lembre-se das insistentes propagandas do Mercado Livre, Amazon, Submarino, Americanas etc. – na qual você pode disponibilizar seus produtos através da loja da sua empresa ou marca.

De um lado você ganha pelo branding forte e grande publicidade das plataformas, com a estrutura pronta para o gerenciamento de vendas e os sistemas de pagamento já contratados e integrados, além da segurança e credibilidade, tanto para os vendedores quanto para os compradores.

O lado negativo é que sua loja competirá diretamente com outras lojas semelhantes ou concorrentes e o critério principal de diferenciação será o preço. O preço mais baixo, geralmente, vai decidir ou não ao seu favor. Além disso, assim como nos shoppings tradicionais, você paga o “aluguel da sua loja” na forma de uma taxa (geralmente uma % fixa de cada venda) para o proprietário do Marketplace.

Os exemplos de Marketplaces são muitos, mas alguns dos mais populares são: Amazon, Mercado Livre, Americanas, Elo7, OLX, Bom Negócio, Walmart e tantos outros que seria impossível listar todos aqui.

O E-Commerce ou Loja Virtual

No E-commerce, você é o dono da sua própria loja e tem responsabilidade sobre tudo, assim como uma loja de rua. Você será responsável por contratar o desenvolvimento de uma loja em plataforma especializada, configurar e administrar uma ferramenta de pagamentos, realizar a gestão dos sistemas de vendas, estoque e atualização de catálogo etc. Ou seja, você não paga taxa para ninguém, porém toda a preocupação com infraestrutura e gestão será sua.

O investimento inicial é maior, mas você é o dono da loja e tem total autonomia para trabalhar sua divulgação, promoção de produtos e outras questões que, no Marketplace, são mais rígidas por se tratar de um sistema único, alugado para todas as empresas.

É importante salientar também que, diferente do Marketplace, todo o marketing e publicidade do E-Commerce da sua loja cabe a você. Tanto o gerenciamento quanto o investimento.

As Redes Sociais

A maioria das redes sociais oferecem opções para promover e impulsionar as vendas de produtos e serviços das empresas em suas Páginas e têm sido a ferramenta favorita de grande parte dos pequenos e médios empresários para este momento. Algumas também oferecem marketplaces integrados às postagens das páginas e outras soluções de vendas para empresas.

Inicialmente, nas redes sociais, o foco das vendas se restringe aos seus clientes ou seguidores, o que exige investimento no impulsionamento das postagens para alcançar o público consumidor interessado além de quem já segue sua marca. É um trabalho mais especializado, que se mistura com a comunicação da marca e deve ser realizado com muita estratégia, cuidado e bom senso.

E qual é o melhor caminho para o meu negócio? 

Existem pontos fortes e pontos fracos em cada um desses sistemas. Enquanto o E-Commerce oferece liberdade e autonomia para o seu negócio, exige um grande investimento inicial para colocar a plataforma no ar e seu gerenciamento pode exigir uma equipe dedicada. Já o Marketplace oferece a facilidade na integração, no gerenciamento e divulgação da sua loja, porém cobra taxas em cada venda, possui alta concorrência e dificulta a fidelização dos clientes.

Mas como tudo na vida tem dois lados, as mudanças nos modelos econômicos pelas quais nosso mundo tem passado nas últimas duas décadas, oferecem excelentes oportunidades para sua empresa crescer no mundo virtual e expandir as vendas dos seus produtos e serviços!

Em todo caso, vale a pena conversar com quem já tem expertise para ajudar a formatar a melhor decisão e implementar, tanto sistemas de E-Commerce, quanto ativação e integração de Marketplaces.

A Agência.bit está há 10 anos trabalhando no desenvolvimento do mercado digital e apoiando nossos clientes em cada passo da implementação das suas lojas virtuais. Conte conosco!

E seja bem-vindo ao mundo das vendas digitais!

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