Marketing de influência: vale a pena relacionar marcas e pessoas?

Muitas empresas têm buscado o Marketing de Influência como estratégia para desenvolver ações de marca, promoção e divulgação.

À princípio parece uma estratégia bastante simples e eficaz: a empresa seleciona uma pessoa (e personalidade) que se comunique com o perfil do seu consumidor ou prospects e desenvolve uma campanha associando a marca e/ou produto com aquela personalidade.

Pode ser um artista famoso, um especialista na sua área, um youtuber, um streamer do momento ou um digital influencer, que estão sendo cada vez mais requisitados em campanhas e eventos. 

 Mas não é tão simples assim, meu caro Watson!  Aliar a sua marca ou produto à imagem de outra pessoa significa muito mais do que simplesmente visibilidade. É preciso compreender os possíveis riscos de embarcar sua imagem no portfólio de alguém totalmente externo à empresa.

Trazer uma personalidade para representar sua marca também significa alinhar a sua marca às atitudes e comportamentos daquela pessoa ou personagem.

Para refletir antes de investir no Marketing de Influência

Vamos abordar, então, três importante argumentos pelos quais uma marca deve analisar a estratégia do marketing de influência:

  1. Histórico: o mundo digital é como o baú da vovó. 

Se acontecer algo negativo com o influenciador escolhido, tenha certeza de que ele terá a sua vida revirada e suas interações anteriores também serão associados à sua empresa/marca. 

Busque alguém que seja condizente com seus valores desde sempre e não apenas nas últimas semanas. Faça um bom levantamento sobre a personalidade em questão e busque saber o histórico das suas atividades.

2. Público: nem todo o público de um digital influencer é seu público também

Ao associar uma marca com uma personalidade é importante observar que os seguidores e apoiadores daquela personalidade também vão relacionar sua marca com essa personalidade. Será que todos os apoiadores dessa personalidade veem essa ligação com bons olhos?

Além disso, nem sempre seu público pode apreciar ou aprovar o trabalho do influenciador eleito, apesar da relação direta entre o conteúdo da personalidade e o perfil deste público. 

Vale observar bem este ponto e garantir que a relação entre a personalidade e o seu consumidor seja positiva.

3. Investimento: alguns produtos precisam de mais investimento do que outros 

O mercado da moda, por exemplo, é um segmento bastante competitivo onde flui um caminhão de dinheiro em publicidade, eventos e ações relacionadas. Ações de marketing de influência podem ser bastante caras, tornando impeditivo o desenvolvimento de outras atividades tão ou mais importantes para o marketing da sua empresa.

Por outro lado, produtos técnicos ou muito específicos pedem associação com personalidades com notória autoridade de saber, os famosos especialistas, o que gera tanto um custo financeiro quanto emocional ao relacionar sua marca com alguém que certamente terá tanto apoiadores quanto detratores.

Lembre-se que toda boa ação requer análise, estratégia e planejamento! 

Passada por todas essas fases, se for bom para ambas partes, poderemos afirmar: DEU MATCH! 

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